quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Características da tragédia classica e do drama

·         Existência de personagens com o papel de confidentes e coro;

·         Existência da regra das três unidades: tempo, espaço e acção;

·         A tragédia tem como objectivo provocar a piedade (pelas vítimas) e terror (por alguém que há-de vir dos mortos) nos espectadores;

·         No desfecho temos a presença do destino como castigo do amor de D. Madalena por D. Manuel;

·         Destino: força superior que transcende a vontade das personagens e perante a qual as personagens se tornam indefesas;

·         Presságios: Fogo( destrói a família e destrói o retrato); Leituras ( Lusíadas e Menina e Moça);

·         Phatos: crescente de aflição e de angústia que conduz ao clímax da acção através de uma precipitação de acontecimentos através dos presságios;

·         Hybris: desafio lançado aos deuses ou às autoridades (atitude de D. Madalena ao casar com D. Manuel);

·         Clímax: auge do sofrimento;

·         Peripécias: mutação repentina da situação;

·         Anagnorisis: reconhecimento ou constatação dos motivos trágicos;

·         Moira ou fatum: força do destino;

·         Catástrofe: desfecho trágico;

Elementos Simbólicos

Madalena era supersticiosa e por isso qualquer coisa que ela achasse fora do normal considerava-o um sinal como todos os objectos tinham um simbolismo.
Para Madalena o retracto de Manuel de Sousa e o seu palácio tinham um significado de presença e afirmação dele na sua mente.
A sua destruição pelo incêndio fez com que Madalena pressentisse que iria perder Manuel de Sousa tal como perdeu o seu retracto e o seu palácio.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Reflexão sobre o Módulo Nº 7

No Módulo nº 7, na disciplina de Português, estudámos a obra Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett. Apesar de o texto ter sido escrito no século XIX, apresenta-nos uma acção que decorre no final do século XVI, início do século XVII, mais precisamente aquando da ocupação filipina, após a célebre batalha de Alcácer Quibir. Assim, podemos constatar, entre outros aspectos, o facto de a acção apresentar um período de crise da nação.

De facto, Frei luís de Sousa envolve o drama da família de Manuel Sousa Coutinho e Madalena de Vilhena. O aprisionamento e os pressentimentos de Madalena de que a felicidade e a paz pudessem estar em perigo tornam-se gradualmente numa realidade, a partir do momento em que ela teme a chegada de D. João de Portugal. Os traços românticos em Frei Luís de Sousa são o sebastianismo (alimentado por Telmo e Maria), o amor, o pecado, assim como o confronto entre o indivíduo e a sociedade, a religião, o patriotismo e nacionalismo (comportamento de Manuel Sousa Coutinho ao incendiar o seu próprio palácio para impedir que fosse ocupado pelos Governadores ao serviço de Castela), a política e, por fim, a morte (como solução dos conflitos).

A parte de que eu mais gostei da obra foi o final do acto II, quando o romeiro apareceu. Também gostei do modo como a obra foi abordada. O estudo de Frei Luís de Sousa levou-me a pensar na importância de sermos corajosos e determinados em momentos de crise. Afinal, poderemos tirar lições do nosso passado, para compreender o presente e construir o futuro.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Espaço e Tempo

Espaço

         vila de Almada;
         pontal de Cacilhas;
         vista sobre o Tejo, com faluas, e Lisboa;
         próximo do convento de S. Paulo («quatro passadas»);
         palácio de Manuel de Sousa Coutinho, com um eirado;
         câmara antiga; luxo, elegância;
         retrato de Manuel de Sousa Coutinho;
         bufete com livros, tapeçarias, porcelanas;
         cadeiras antigas, tamboretes, contadores;

Tempo
         princípio do século XVII;
         fim da tarde;
         desavenças entre portugueses e castelhanos (cena II);
         peste em Lisboa;
         «depois daquela jornada de África que me deixou viúva» (cena II);
         sete anos de buscas (cena II);
         segundo casamento de D. Madalena há catorze anos (cena II);
         regresso do romeiro vinte e um anos apos a batalha de alcácer Quibir;
         noite fechada (cena VII);