quinta-feira, 22 de março de 2012

O Realismo

 O Realismo foi um movimento artístico e literário surgido nas últimas décadas do século XIX na Europa, mais especificamente na França, em reacção ao Romantismo.
As suas características:
  • Veracidade: Demonstra o que ocorre na sociedade sem ocultar ou distorcer os fatos
  • Contemporaneidade: descreve a realidade, fala sobre o que está acontecendo de verdade.
  • Retrato fiel das personagens: carácter, aspectos negativos da natureza humana.
  • Gosto pelos detalhes: lentidão na narrativa.
  • Materialismo do amor: a mulher objecto de prazer/adultério.
  • Denúncia das injustiças sociais: mostra para todos a realidade dos fatos.
  • Determinismo e relação entre causa e efeito: o realista procurava uma explicação lógica para as atitudes das personagens, considerando a soma de factores que justificasse suas acções. Na literatura naturalista, dava-se ênfase ao instinto, ao meio ambiente e à hereditariedade como forças determinantes do comportamento dos indivíduos.
Linguagem próxima da realidade: simples, natural, clara e equilibrada.

Educação em Os Maias


Educação tradicional Portuguesa

Educação Britânica

Pedro da Maia
Eusebiozinho
Carlos da Maia
Aprendizagem de uma língua morta: o Latim.
Aprendizagem de uma língua morta: o Latim
Aprendizagem de uma língua viva: o Inglês
Magistério do padre Vasques
Educado pela “titi”, pela mãe e pelo padre Custódio
Educado por um perceptor inglês, Mr Brown
Superprotecção feminina (mãe e criados)
Superprotecção feminina (titi, mamã)
Privilegiada a autonomia da criança
Aprendizagem da cortilha
Privilégio da memorização
Criatividade e gosto pelas descobertas
Privilégio da memorização
Desde criança, vivia entre alfarrábios
Rigor na educação: horários, refeições, banhos de água fria, prática do exercício físico (ginástica, remo, trapézio)
Ausência de contacto com a natureza
Ausência de contacto com a natureza
Contacto com a natureza
Suicídio
Fracassou
Apesar da educação, também fracassou


Vida e obra Eça de Queirós

1845: Em 25 de Novembro, nasce na Póvoa do Varzim José Maria Eça de Queirós. - 1855: Entra como aluno interno no Colégio da Lapa, no Porto. - 1861: Matricula-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. - 1864: Conhece Teófilo Braga. - 1865: Representa no Teatro Académico e conhece Antero de Quental. - 1866: Forma-se em Direito. Instala-se em Lisboa, em casa do pai. Parte para Évora, onde funda e dirige o jornal Distrito de Évora. - 1867: Sai o primeiro número do jornal. Estreia-se no foro. Regressa a Lisboa. -1869: Assiste à inauguração do Canal de Suez. - 1870: É nomeado Administrador do Distrito de Leiria. Com Ramalho Ortigão, escreve O Mistério da Estrada de Sintra. Presta provas para cônsul de 1ª classe, ficando em primeiro lugar. - 1871: Conferências do Casino Lisbonense. - 1872: Cônsul em Havana. - 1873: Visita os Estados Unidos em missão do Ministério dos Negócios Estrangeiros. - 1874: É transferido para Newcastle. - 1876: O Crime do Padre Amaro. - 1878: O Primo Basílio. Escreve A Capital. - 1878: Ocupa o consulado de Bristol. - 1879: Escreve, em França, O Conde de Abranhos. -1880: O Mandarim. - 1883: É eleito sócio correspondente da Academia Real das Ciências. - 1885: Visita em Paris Émile Zola. - 1886: Casa com Emília de Castro Pamplona. - 1887: A Relíquia. - 1888: Cônsul em Paris. Os Maias. - 1889: Assiste ao primeiro jantar dos "Vencidos da Vida". - 1900: A Correspondência de Fradique Mendes. A Ilustre Casa de Ramires. Em 16 de Agosto morre em Paris.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Características da tragédia classica e do drama

·         Existência de personagens com o papel de confidentes e coro;

·         Existência da regra das três unidades: tempo, espaço e acção;

·         A tragédia tem como objectivo provocar a piedade (pelas vítimas) e terror (por alguém que há-de vir dos mortos) nos espectadores;

·         No desfecho temos a presença do destino como castigo do amor de D. Madalena por D. Manuel;

·         Destino: força superior que transcende a vontade das personagens e perante a qual as personagens se tornam indefesas;

·         Presságios: Fogo( destrói a família e destrói o retrato); Leituras ( Lusíadas e Menina e Moça);

·         Phatos: crescente de aflição e de angústia que conduz ao clímax da acção através de uma precipitação de acontecimentos através dos presságios;

·         Hybris: desafio lançado aos deuses ou às autoridades (atitude de D. Madalena ao casar com D. Manuel);

·         Clímax: auge do sofrimento;

·         Peripécias: mutação repentina da situação;

·         Anagnorisis: reconhecimento ou constatação dos motivos trágicos;

·         Moira ou fatum: força do destino;

·         Catástrofe: desfecho trágico;

Elementos Simbólicos

Madalena era supersticiosa e por isso qualquer coisa que ela achasse fora do normal considerava-o um sinal como todos os objectos tinham um simbolismo.
Para Madalena o retracto de Manuel de Sousa e o seu palácio tinham um significado de presença e afirmação dele na sua mente.
A sua destruição pelo incêndio fez com que Madalena pressentisse que iria perder Manuel de Sousa tal como perdeu o seu retracto e o seu palácio.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Reflexão sobre o Módulo Nº 7

No Módulo nº 7, na disciplina de Português, estudámos a obra Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett. Apesar de o texto ter sido escrito no século XIX, apresenta-nos uma acção que decorre no final do século XVI, início do século XVII, mais precisamente aquando da ocupação filipina, após a célebre batalha de Alcácer Quibir. Assim, podemos constatar, entre outros aspectos, o facto de a acção apresentar um período de crise da nação.

De facto, Frei luís de Sousa envolve o drama da família de Manuel Sousa Coutinho e Madalena de Vilhena. O aprisionamento e os pressentimentos de Madalena de que a felicidade e a paz pudessem estar em perigo tornam-se gradualmente numa realidade, a partir do momento em que ela teme a chegada de D. João de Portugal. Os traços românticos em Frei Luís de Sousa são o sebastianismo (alimentado por Telmo e Maria), o amor, o pecado, assim como o confronto entre o indivíduo e a sociedade, a religião, o patriotismo e nacionalismo (comportamento de Manuel Sousa Coutinho ao incendiar o seu próprio palácio para impedir que fosse ocupado pelos Governadores ao serviço de Castela), a política e, por fim, a morte (como solução dos conflitos).

A parte de que eu mais gostei da obra foi o final do acto II, quando o romeiro apareceu. Também gostei do modo como a obra foi abordada. O estudo de Frei Luís de Sousa levou-me a pensar na importância de sermos corajosos e determinados em momentos de crise. Afinal, poderemos tirar lições do nosso passado, para compreender o presente e construir o futuro.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Espaço e Tempo

Espaço

         vila de Almada;
         pontal de Cacilhas;
         vista sobre o Tejo, com faluas, e Lisboa;
         próximo do convento de S. Paulo («quatro passadas»);
         palácio de Manuel de Sousa Coutinho, com um eirado;
         câmara antiga; luxo, elegância;
         retrato de Manuel de Sousa Coutinho;
         bufete com livros, tapeçarias, porcelanas;
         cadeiras antigas, tamboretes, contadores;

Tempo
         princípio do século XVII;
         fim da tarde;
         desavenças entre portugueses e castelhanos (cena II);
         peste em Lisboa;
         «depois daquela jornada de África que me deixou viúva» (cena II);
         sete anos de buscas (cena II);
         segundo casamento de D. Madalena há catorze anos (cena II);
         regresso do romeiro vinte e um anos apos a batalha de alcácer Quibir;
         noite fechada (cena VII);

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O Romantismo em Frei Luís de Sousa

A obra Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett apresenta alguns tópicos românticos, tais como:
 Sebastianismo - alimentado por Telmo e Maria;
Patriotismo e nacionalismo - além do que decorre do Sebastianismo, deve-se ter em conta o comportamento de Manuel de Sousa Coutinho ao incendiar o seu próprio palácio para impedir que fosse ocupado pelos Governadores ao serviço de Castela;
Crenças e superstições - alimentadas por Madalena, Telmo e Maria, que, sistematicamente, aludiam a agouros, visões, sonhos;
Religiosidade - uma referência de todas as personagens; note-se, no entanto, a religiosidade de Manuel de Sousa Coutinho, que inclui o uso da razão e que determina a entrada em hábito como solução do conflito; Madalena, por exemplo, não compreende a atitude de Joana de Castro, a condessa de Vimioso que se tornou freira (Soror Joana);
Individualismo - o confronto entre o indivíduo e a sociedade é particularmente visível em Madalena;
Tema da morte - a morte como solução dos conflitos é um tema privilegiado pelos românticos; no caso do Frei Luís de Sousa, verifica-se:
A morte física de Maria (morre tuberculosa);
A morte simbólica de Madalena e de Manuel, que, ao tomarem o hábito, morrem para a vida mundana;
Morte simbólica de D. João de Portugal que, depois de admitir que morreu no dia em que sua mulher o julgou morto, simbolicamente, morre uma segunda vez, quando Telmo, depois de lhe ter desejado a morte física como única maneira de salvar a sua menina, o seu anjo (Maria), aceita colaborar com o Romeiro no sentido de afirmar que se trata de um impostor, numa última tentativa de evitar a catástrofe;
Morte psicológica de Telmo;

Caracterização das Personagens de Frei Luís de Sousa

Manuel de Sousa Coutinho:

corajoso;
lutador;
defensor dos seus ideais;
apaixonado por D. Madalena;
patriota;
determinado;
homem de ideias fixas;
não tinha ciúmes do passado de D. Madalena;


D. Madalena de Vilhena:

supersticiosa;
cautelosa;
amedrontada;
insegura;
vivia em pânico constante;
aterrorizada;
crente;
sentia remorsos da sua vida passada;

D. Maria de Vilhena:


terna;
adorava D. Sebastião;
corajosa;
pura;
ingénua;
sofre de tuberculose;
curiosa;
supersticiosa;

Telmo Pais:

tinha um enorme carinho por D. Maria;
era contra o segundo casamento de D. Madalena;
conselheiro;
atencioso;
prestativo;
escudeiro;

 

Frei Jorge Coutinho:

irmão de Manuel de Sousa Coutinho;
amigo da família;
confidente nas horas de angustia;
pertencia a ordem dos dominicanos;
é quem presencia as fraquezas de Manuel de Sousa Coutinho;

 

 

D. João de Portugal:

nobre da família dos Vimiosos;
cavaleiro;
ama a pátria e o rei;
imagem da pátria cativa;
esta ligado a lenda de D. Sebastião;
nunca assume a sua identidade;
 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Almeida Garrett - Biografia

João Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett nasceu no dia 4 de fevereiro de 1799, no Porto.
Garrett passou a sua infância em Oliveira do Douro. Durante a adolescência, foi viver para Ilha Terceira, nos Açores, devido às invasões francesas.
Em 1816, foi para Coimbra onde iniciou os estudos de Direito.
Em 1844, foi publicada a 1º obra Frei Luís de Sousa.
Sendo um escritor romântico, também foi um grande impulsionador do teatro em Portugal.
Almeida Garrett faleceu dia 9 de dezembro de 1854, em Lisboa.