quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A ação em Memorial do Convento

A ação em Memorial do Convento anda à volta da vontade dos homens:
- Vontade dos franciscanos terem um convento;
- Vontade de D. João V de deixar assegurada a sucessão ao trono;
- Vontade do padre Bartolomeu de construir a sua máquina voadora;
- Vontade da Inquisição de assegurar o seu poder através dos autos-de-fé;
- Vontade do povo melhorar as suas condições de vida.

O narrados começa por nos apresentar a história de D. João V, a sua promessa ao franciscano arrábido de construir um convento em Mafra, se a rainha engravidasse. Em jeito de crónica de costumes, faz uma impiedosa sátira à nobreza e ao clero, não poupando o povo que, em dias de autos-de-fé, desce ao Rossio para se divertir a observar o massacre das vitímas do Santo Ofício.
Simultaneamente, encontramos a história de amor de Baltasar Sete-Sóis e de Blimunda Sete-Luas, duas pessoas que partilham o amor e o sonho do padre Barlotolomeu de Gusmão. É com a vontade dos três e com todas as outras vontades do domínio do fantástico que a Passarola levanta voo, sendo confundida, pelos que a observam, como algo sobrenatual. O povo tem a sua vontade de melhorar a qualidade de vida, e procura em Mafra trabalho sob falsas esperanças.

 
" A sagração da Basílica de Mafra será feita no dia vinte e dois de outubro de mil setecentos e trinta, tanto faz que o tempo sobre como falte, venha sol ou venha chuva, caia a neve ou sopre o vento, nem que se alague o mundo ou lhe dê o tranglomango"



Sem comentários:

Enviar um comentário